sexta-feira, 13 de maio de 2022

Taverna: Pub mais antigo de Natal comemora 25 anos com “White Party” na Rua do Castelo

 

Taverna: Pub mais antigo de Natal comemora 25 anos com “White Party” na Rua do Castelo

NESSES 25 ANOS, A CASA QUE ABRE DE QUARTA À SEGUNDA, JÁ RECEBEU 7.500 SHOWS DE MÚSICA AO VIVO E MAIS DE 800.000 VISITAS DE CLIENTES. FOTO: DIVULGAÇÃO


Taverna Pub Medieval Bar completa 25 anos e comemora a data com muita festa, no próximo dia 21 de maio, a partir das 17h. O local foi o primeiro Pub (bar temático inspirado no modelo londrino) inaugurado em Natal no dia 19 de maio de 1997.

Nesses 25 anos, a casa que abre de quarta à segunda, já recebeu 7.500 shows de música ao vivo e mais de 800.000 visitas de clientes. Mas o que são números diante das milhares de histórias lindas que aconteceram nesse castelo que já se tornou um ponto turístico de Natal? Todo mundo que passa pela cidade quer tirar uma foto no castelo para levar de recordação. Na festa dos 25 anos, as fotos vão ter a predominância da cor da paz, branca, já que será uma “White Party” com direito a show gratuito na rua com uma banda cearense que faz cover do Queen. Por isso, o quarteirão próximo ao Pub terá o trânsito de veículos interditado e o palco estará montado em frente ao local, tendo o castelo como cenário, logo atrás, para uma super apresentação da banda “Killer Queen”, que há 18 anos faz cover da banda inglesa. O show também terá um momento muito especial com a participação da soprano Emille Dantas cantando junto com a banda as canções “Barcelona” e “How Can I Go On”. O show, inteiramente gratuito, está marcado para começar às 18h e tem mais um presente para você comemorar os 25 anos do castelo: uma super promoção de chopp Oktos que será vendido por apenas R$5,00 (300ml) num total de 500 litros. Então chegue cedo para aproveitar esse desconto.

Após o show, na área de fora do castelo, começa a festa na parte interna, com a apresentação empolgante da banda Uskaravelho no palco central do Espaço Ávalon, a partir das 20h30. Já o espaço do Pub, abre às 23h com a banda potiguar revelação do Pop/rock, Simióides. E para encerrar a noite de festa, o DJ Divine comanda as pick-ups, a partir das 02h da madrugada com seu som eletrônico.

O empresário, Renato De Lucca montou toda a programação e está cuidando pessoalmente de cada detalhe da festa dos 25 anos do Taverna Pub. “Eu sou suspeito para falar, mas será a festa mais gostosa e alto astral do ano. São quatro grandes atrações e cada uma com seu estilo em ambientes diferentes, sem falar na arquitetura do próprio Castelo que é uma atração à parte. Vai ser incrível.”, promete De Lucca.

A Taverna e o Castelo

Quando Renato De Lucca tinha apenas 4 anos de idade e morava na periferia da cidade de São Paulo, ele lembra que tinha em casa uma “Enciclopédia Conhecer”. “Eram aproximadamente 20 grandes e pesados volumes impressos e sempre que eu folheava as páginas destes livros de capa dura vermelha me deparava com imagens de castelos, guerras, armas e roupas medievais e tudo isso me fascinava”, lembra o empresário.

Em outubro de 1987, aos 21 anos, Renato se mudou para Natal e em novembro de 1989, aos 23 anos de idade, inaugurava o “Lua Cheia Hostel” (a logomarca era a silhueta de uma Bruxa sobre a Lua Cheia) e funcionava numa casa alugada do Conjunto Alagamar, em Ponta Negra, de frente para a Rota do Sol. Foi nesse endereço que Renato começou a pegar gosto pelo entretenimento e promovia inúmeros eventos com a participação dos próprios hóspedes e quase que diariamente, o que levou o Lua Cheia rapidamente a se tornar o mais conhecido e badalado hostel do Brasil, na época.

Com o sucesso do hostel consolidado, já em 1992, Renato com as memórias da infância, aquelas da enciclopédia, desenhou o rascunho de como seria a sede própria que desejava construir para o Lua Cheia. A construção seria também em Ponta Negra, num terreno doado por seu pai, onde a vizinhança naquele tempo era praticamente nenhuma e as ruas eram sem calçamento. “Estava na hora de construir meu Castelo, mesmo que fosse no meio do mato.”, recorda Renato.

A construção da primeira parte do castelo ocorreu entre os anos de 1993 e 1995. Chamava a atenção de quem passava ao ver os arcos góticos se formando e perguntavam se ali seria erguida alguma igreja.

Foi no dia 05 de janeiro de 1995 que o sonho se tornou real com suas torres e janelas e o castelo do Lua Cheia Hostel foi inaugurado, já naquele dia com 80 hóspedes. Numa verdadeira aventura. Os hóspedes ajudaram na mudança. Renato conta que foi de forma improvisada, mas com a participação de todos que foi feita a transferência de literalmente tudo, do antigo para o novo endereço. “Foram os próprios hóspedes, numa grande folia que fizerem a mudança do hostel. Eles carregaram seus beliches montados e com suas malas em cima por cinco quarteirões até chegar ao castelo que não tinha ainda nenhum quadro, ou qualquer decoração ou plantinha. Foi um dia divertido e inesquecível!”, conta com saudosismo Renato.

Agora, o jovem empreendedor tinha o Hostel funcionando no seu próprio Castelo, que acabou se tornando o melhor e mais famoso da América Latina. O que lhe rendeu inúmeros prêmios e centenas de reportagens pelos quatro cantos do país e exterior. Foi quando o empresário se perguntou: “E por que não construir uma taverna medieval no castelo?”

Foram dias e noites que Renato sentado do outro lado da rua ficava observando a arquitetura do castelo e tentando imaginar como anexar uma outra edificação completa harmonia com o que já fora construído e de repente a imagem se formou na cabeça dele. “Chamei um mestre de obras e sem qualquer desenho arquitetônico impresso começamos a construção do Pub. Eu dizia… agora você vira o tijolo assim, agora você faz uma janela desse jeito, agora vamos colocar estas vigas de madeira assim, aqui você faz uma escada… e dessa forma, surgiu, modestamente, um dos bares mais lindos e aconchegantes de Natal.”, se orgulha Renato

Em 19 de Maio de 1997 a Taverna Pub Medieval Bar foi inaugurada, e para a época, era um conceito muito inovador de bar, até mesmo na cobrança de entrada e no estilo musical, quase que exclusivamente blues e jazz tradicional.

Pouco tempo depois se percebeu que o blues e principalmente o jazz não segurariam por muito tempo o público na casa, por não serem gêneros musicais populares, e a programação musical diversificou também para a MPB, o rock and roll, pop internacional e o rock nacional.

Nesses 25 anos foram muitos artistas que passaram pelo palco do Pub. A partir do ano 2000 foram dias e mais dias de casa lotada, filas na porta que transformou toda a rua num point da cidade. A famosa “Rua do Salsa” atraía milhares de turistas e potiguares com aproximadamente 30 bares funcionando com lotação máxima no local. Com tanta gente junta os problemas também começaram a aparecer. “Era excesso de lixo deixado todas as noites pelo público e ambulantes, prostituição, drogas, furtos… Nada disso dentro da Taverna, mas começou a nos atingir indiretamente e o público fiel a se afastar, porque o clima da rua estava se tornando pesado”, lamentou Renato.

E tão rápido como veio o sucesso do Alto de Ponta negra, veio sua queda. Bar após bar fecharam suas portas e a região foi se tornando abandonada. A Taverna resistiu e a essa fase dura ficou no passado.

O Pub recomeçou a atrair nosso público mais fiel, com o som da banda “Perfume de Gardênia” tocando salsa todas as quintas-feiras. Veio o lançamento do projeto “A DIscoteca” com sucessos dos anos 70 e lotação máxima da Taverna todos os sábados. Além do projeto “Segundas-Intenções – Noite dos Solteiros”, noite temática que há 15 anos está formando centenas de casais pela cidade. “Onde eu vou tem alguém comentando que conheceu a esposa ou marido nas Segundas Intenções da Taverna Pub. Tem inclusive uma história interessantíssima que mãe e filha conheceram seus respectivos maridos aqui nestas noites, mas não no mesmo dia. (risos), anos depois. É melhor que Tinder”, garante Renato.

Sir De Lucca de Ponta Negra – O cavaleiro e guerreiro do Castelo

O paulistano Renato Pereira de Lucca mora  em Natal há 35 anos, sempre Ponta Negra. E mesmo antes de chegar aqui já trabalhava e lutava pelas coisas que acredita. Começou ainda garoto aos 12 anos de idade. Já foi gandula, office-boy, bancário, dono de confecção, músico de grupo de samba, músico de banda de rock, artesão, escriturário, garçom do Pittsburg, locador de pedalinhos na praia de Ponta Negra até chegar a empreender com o hostel do Lua Cheia e depois com a Taverna Pub.

A história do Castelo e da Taverna se confundem com a do seu criador. Renato é a cara e a voz do lugar. Um “guerreiro do castelo” e defensor desse cantinho de Ponta Negra que insiste e persiste aos altos e baixos, mas sempre gerando emprego e renda para a região. Foi assim na pandemia quando teve que se reinventar. Em março de 2021, após fechar as portas do Pub, ele descobriu uma forma mais segura de voltar a funcionar e tomou a decisão de reabrir com um restaurante na parte do Castelo que era o Lua Cheia Hostel, um local aberto e com ventilação natural para oferecer mais segurança aos clientes sem maiores riscos sanitários de ambientes fechados e com ar-condicionado.

Em novembro de 2020, aconteceu a reforma para abrir o Espaço Ávalon, um restaurante temático medieval, e foi inaugurado no mesmo dia que a Taverna Pub faria 24 anos, dia 19 de maio de 2021 e agora com uma nova logomarca – um leão alado que busca demonstrar a força e a magia do lugar.

Compromisso com a Gestão Ambiental

A Sustentabilidade ou Gestão Ambiental sempre foi uma causa levada a sério e está na cultura implantada desde o Lua Cheia Hostel até a Taverna Pub. Tanto que o lugar é referência nesse quesito para o ramo de hotéis, restaurantes, bares e similares segundo a Matriz de Competitividade no Estado feita pelo SEBRAE – RN. “Aqui todo nosso resíduo é separado com excelência e doado à Associação de Catadores. Já o resíduo orgânico vira adubo aqui mesmo em nossa compostagem. Nós estocamos e fazemos reuso da água da chuva e o excedente é desviado para um sumidouro próprio para levar de volta a água limpa ao lençol freático.”, conta Renato.

O Castelo também é ponto de coleta de óleo vegetal usado, pilhas, baterias, lâmpadas e todo e qualquer equipamento eletrônico. Tudo é destinado aos locais corretos. O próximo passo é fazer com que toda a energia elétrica consumida venha de placas solares. Dezenas de árvores foram plantadas por Renato De Luca que também escreveu e produziu o projeto “Uma Tarde no Castelo”, no qual crianças do ensino público de 06 a 10 anos, passavam a tarde no local aprendendo na prática e de forma lúdica sobre sustentabilidade.

Fonte: blogdofm.com.br

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