terça-feira, 20 de julho de 2021

Boris Casoy não aceita os que são contra a vacinação e cobra o presidente: “Eu não perdoo Bolsonaro!”

 Boris Casoy não aceita os que são contra a vacinação e cobra o presidente: “Eu não perdoo Bolsonaro!”

Por Marcelo Mendes Barroso


Boris Casoy no Conversa com Bial (Foto: Reprodução TV Globo)

O programa “Conversa com Bial” desta segunda-feira, 19 de julho, entrevistou o jornalista e apresentador Boris Casoy, que tem 80 anos de vida e 65 de carreira. Ele questionou o presidente Bolsonaro sobre a campanha negativista da vacina contra o Covid-19, lamentou Lula candidato, os altos e baixos da Lava Jato, o apoio ao Golpe de 64 e FHC, e muito mais.

Bial começou questionando sobre seu tradicional bordão “Isso é uma Vergonha!” e se as vergonhas mudaram desde que começou a usar a frase na televisão.

Eu não gosto de caracterizar vergonhas. Elas são tantas que eu tenho medo de ofender algumas delas, excluindo desse hall. As vergonhas são as mesmas, elas só mudam as vestimentas. Elas se modernizaram, passaram a usar instrumentos novos. Mas o ser humano é ser humano e as vergonhas são as mesmas. Não uso vergonha para questão moral. Vergonha para mim é parte de uma visão política, parte de uma irritação e de uma indignação. Nunca da questão moral.

“O Brasil é sem vergonha?”, perguntou o apresentador.

“Não! Diria que a elite brasileira ou é sem vergonha ou é perto disso. A elite que tem as mãos na direção do país realmente é uma elite a quem falta muito vergonha. Mas a população brasileira é correta, honesta, decente. Tem esperanças, acredita.”

Boris Casoy fala com Pedro Bial (Foto: Reprodução TV Globo)


LAVA JATO

“A Lava Jato foi uma grande novidade, fez a diferença. Eu na minha vida já longa não tinha assistido um fato como esse, quando você tinha um país que não punia os seus ladrões e de repente aparece um grupo de juízes, de promotores, que começam a reagir ante a uma situação absurda onde se tolerava, inclusive a imprensa, se achava que a vida era assim. Eu senti esperanças”, disse ele e revelou onde as investigações acabaram errando.

“A Lava Jato teve erros. As gravações clandestinas, até criminosas, mostraram que a Lava Jato teve erros. Eles são amplificados por aqueles que tem interesse em destruir a Lava Jato. Analiso como um corpo: era um corpo doente, que estava sofrendo uma intervenção cirúrgica e estava reagindo. É uma reação em cadeira. Alguns de dentro da cadeia mesmo. Você vê que as pessoas estão voltando”. Boris lamentou a liberdade do ex-presidente, que havia sido preso pela Lava Jato:

O Lula foi liberado pra ser candidato a presidência da República, depois de tudo que ele aprontou, de tudo que o PT aprontou. As pessoas estão sendo soltas e de repente você olha que algumas pessoas ou empresas podem até ser indenizadas.

VACINA

Casoy lamentou as campanhas contra a vacinação e diz que teria tido mais sorte se já existissem algumas delas quando criança. Ele e a irmã gêmea tiveram poliomielite com 9 anos de idade.

“Se houvesse vacina, eu e minha irmã gêmea não teríamos sido vítimas da poliomielite. Cada criança salva é um cidadão lá na frente. Cada criança salva de poliomielite é um cidadão lá na frente que pode ser um médico, um bom marido, um bom pai, um operário, um profissional liberal.” E criticou nosso presidente por apoiar os negacionistas:

Apareceu essa bobagem, essa besteira muito estimulada pelo presidente da República. Eu não perdoo Bolsonaro, ele pode ter as virtudes que tiver mas isso anula as virtudes. Não tem vacina contra burrice, mas vai surgir. E vem o presidente da República e combate a vacina.

“Eu ainda escapei porque meu pai tinha condições e levou eu e minha irmã para se curar nos Estados Unidos e remediou um pouco. Ando normalmente. Fiquei com os movimentos mais débeis, mas foi uma operação que me salvou. Nem todo mundo pode ser operado.”

 

Fonte:https://www.ofuxico.com.br/noticias/boris-casoy-nao-aceita-os-que-sao-contra-a-vacinacao-e-cobra-o-presidente-eu-nao-perdoo-bolsonaro/

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